O desejo e a
vontade de viver, de aprender e me aperfeiçoar sempre. De me arriscar para
alcançar meus objetivos pessoais e profissionais. A vida vale a pena ser
vivida. E quando se tem amor e paixão ao que se faz tudo parece ser mais fácil
de ser executado e conquistado.Se a motivação vem de dentro, os obstáculos a
realização de um desejo são facilmente destruídos.Mas é preciso ser determinado e perseverante, ser disciplinado para cumprir metas. Ir atrás de conteúdo e conhecimento para se aprimorar.Praticar e exercitar sempre.Releiam.
Eu já fui
uma atriz cerebral e intelectual demais. Graças aos cursos nas áreas de “dança
e cinema”, aprendi a ser uma atriz mais intuitiva, sensorial e espontânea. Uma
atriz mais orgânica e visceral. Prossigo lendo, estudando e conhecendo teorias
sobre atuação, mas não me agrada mais aceitar métodos ou regras fixas que não
permitem flexibilidade quando o tema é
interpretação. Tenho procurado a
inspiração para criar e atuar no que vejo no meu cotidiano, buscar inspiração
na matéria humana da vida real.
Como na “dança”,
busco uma expressão corporal mais simples, intensa, e econômica na gestualidade
e sentimentos. Criar explorando a
simplicidade do gesto, da palavra, do silêncio é o que mais tem me interessado.
Explorar bem a respiração e o
relaxamento corporal para ficar mais disponível e sensível para a criação e
expansão na hora de atuar. Meu empenho tem sido investir em uma linguagem
corporal mais orgânica, espontânea mais próxima da nossa realidade.Claro
que se faz necessário a um artista ter ampla cultura, curiosidade intelectual,
domínio de idiomas, estar atento ás informações do mundo que o cercam para ser
crítico e reflexivo no que diz respeito às relações de poder e mudanças que
ocorrem na sociedade.
Conhecimento é importante, e ter conteúdo para estruturar
uma boa pesquisa ajuda a ter material humano para se construir um personagem.
Mas confesso que, recentemente estou mais interessada em me afastar da técnica
e trabalhar mais com a intuição, o
improviso, o inesperado, os impulsos e o que possa resultar da comunhão e troca
de energia entre os atores e atrizes em cena. Dependendo da área de
atuação, sem descuidar do intelecto, insisto em dizer que cada artista deve investir em um preparo corporal e vocal para deixar
seu corpo estimulado e aquecido para a criação.
Há muitos trabalhos
corporais que podem ajudar neste preparo, e cada um deve escolher o seu de
acordo com as suas necessidades e dificuldades. Eu escolhi a "dança flamenca" para o meu
preparo corporal e como um suporte criativo, porque este estilo de dança me
ajudou a educar e aperfeiçoar o meu corpo para explorar suas potencialidades
físicas e emocionais. Mas há outras propostas interessantes como mímica, pantomima, contato improvisação,
canto, bioenergética, kundaline, yoga, danças circulares, pilates, eutonia, técnica Alexander.O
importante é que independentemente do treino corporal escolhido, cada artista deve utilizar este preparo para
alargar sua capacidade interpretativa em cena.
Li , estou
estudando os conteúdos e recomendo sobre atuação, corpo e expressão corporal:
O papel do corpo no corpo do ator. Sonia
Machado de Azevedo. Editora Perspectiva. São Paulo.2004.
Klauss Viana, do
coreógrafo ao diretor.
Joana Ribeiro da Silva Tavares. Editora Annablume.
Brasília. DF:CAPES.2010.
Trabalhar com
Grotowski, sobre ações físicas. Thomas Richards. Tradução Patrícia Furtado de
Mendonça. Editora Perspectiva. São Paulo.2012.
A Porta Aberta:
reflexões sobre a interpretação e o teatro. Peter Brook. Tradução de Antonio
Machado. 7ª. Edição. Editora Civilização Brasileira.2011.