sexta-feira, 1 de maio de 2015

DIA DO TRABALHO







Na época em que o livro “História das mulheres no Brasil” foi lançado, o comprei influenciada por uma resenha que tinha lido na folha de são paulo. Muito bem escrita a resenha descrevia  o seu conteúdo e porque a historiadora Mary Del Priore tinha decidido escrever esta história. Guardei a resenha e é a que está dentro do livro na foto abaixo. Confesso que tem um capítulo que me  fez chorar, porque mostra exatamente que a liberdade que tenho hoje (quero dizer as mulheres), para trabalhar, estudar, votar e decidir casar ou ser uma mulher independente foram conquistas e vitórias conseguidas por mulheres que lutaram e muito por estes direitos.  Estas mulheres foram as primeiras a irem na frente por serem arrojadas e corajosas, mesmo que isto tenha custado a vida ou a liberdade de muitas delas.  Ao contrário do que estudamos nos livros de história que sempre  narraram  os grandes feitos  e as grandes realizações comandadas pelos homens, as mulheres também foram responsáveis por muitos acontecimentos importantes desde que o mundo existe.   O grande mérito desta obra é a possibilidade de conhecer a história agora do ponto de vista das mulheres.








Como nos livros de história, na maioria dos  filmes realizados, os homens sempre são os protagonistas, e as mulheres sempre atuam como coadjuvantes. Muitas vezes estão lá só para fazer figuração ou ser o par romântico ou afirmar a superioridade masculina. Sei que faltam bons papéis para as atrizes ou quando há bons personagens, ainda assim elas tem que trabalhar muito para mostrar seu talento e versatilidade. É preciso se investir em bons roteiros nos quais atores e  atrizes tenham ambos a oportunidade de mostrar os universos masculino e feminino como aconteceu no belo e poderoso filme A Separação. Roteiros que tiveram mulheres como protagonistas mostram que há interesse do público em apreciar filmes nas quais as mulheres protagonizam as histórias. Filmes bem sucedidos  como Preciosa, Histórias Cruzadas, A vida Secreta das Abelhas, Uma secretária de futuro, Maria Antonieta revelam que existe público para um cinema que possa valorizar também as mulheres e ser porta voz de seus anseios, sonhos, valores e expectativas. Tenho procurado assistir mais filmes nos quais as mulheres são as protagonistas das histórias e cujas  jornadas me fazem pensar e refletir a condição femenina no mundo. 







Descobri vários blogs  nos quais as autoras indicam uma ótima relação de filmes sobre mulheres vencendo no mercado de trabalho e na vida. Meu favoritos? Norma Rae, Terra Fria, Pão e  Rosas, A Rosa,  Uma secretária de futuro, Frida, Uma estranha entre nós, A garota do Adeus, Uma mulher descasada, Maria Antonieta, Esta mulher é proibida,  O silêncio dos inocentes, Frances, Silkwood o retrato de uma coragem, Tomates verdes fritos  e toda a filmografia de Rodrigo Garcia e Pedro Almodovar.

Eu adoro filmes nos quais as mulheres são as protagonistas. Há muito para se mostrar, falar e pensar sobre a presença das mulheres no mundo. Mas se tiver que escolher um filme, o que melhor mostra os desafios que as mulheres tem de enfrentar para  vencer no patriarcado e  no mercado de trabalho ainda hoje, com certeza  eu escolho  NORMA RAE. E a série MALU MULHER.



















Li e Recomendo:

















quinta-feira, 30 de abril de 2015

A união faz a força

Cansei de trabalhar com pessoas que se escoram em mim e me deixam fazer "tudo" ligado ao trabalho artístico. Eu acredito muito no trabalho coletivo, que só pode ser muito bem sucedido se todos os artistas envolvidos nos projetos, se comprometem, se empenham e se doam 100 por cento. Aprendi que sem trabalho, investimento em conhecimento e estudo e MUITA disciplina para se vencer as dificuldades não se chega a lugar algum.  E praticar, praticar. É a única maneira de reter o conhecimento e desenvolver talentos e habilidades com técnicas, estudo e repetição. 

Aproveito o tema desta imagem para esclarecer algo.  Em todas as áreas do conhecimento estamos sempre buscando "inspiração". De vez em quando vemos uma foto,  uma imagem, lemos um texto e temos uma ideia para um projeto ou trabalho artístico que pode ser uma peça, uma coreografia, um texto, ou mesmo uma encenação. 
Pois é, por confiar demais em pessoas que não devia, já tive não só idéias de projetos copiados, mas até material de teatro e flamenco (apostilas com textos elaborados e traduzidos por mim, cds e dvds etc) emprestado que nunca mais me foi devolvido. Há três semanas fui surpreendida na rede social do facebook, pela solicitação de amizade de uma pessoa que fez parte do meu circulo de amigos entre 2001 e 2003. E recusei e já exclui logo seu pedido do meu face.Desejo sorte e sucesso a ela, mas bem longe de mim. Pois quero distância de pessoas, que vem, sugam minha energia, minhas idéias e criatividade e não acrescentam nada significativo ao trabalho artístico. Ao contrário, aprendem mais comigo do que eu com elas. Querem saber? Aprendi a lição. Antes só do que mal acompanhada.









quarta-feira, 29 de abril de 2015

DIA MUNDIAL DA DANÇA






 "Dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar... Tu amas, sofres e sentes. Dança!"
Isadora Duncan





"Dança é a única arte na qual nós mesmos somos o material de que ela é feita."

Ted Shawn










































Não é o ritmo nem os passos que fazem a dança. Mas a paixão que vai na alma de quem dança.
Augusto Branco










terça-feira, 14 de abril de 2015

biografia Federico Garcia Lorca




"Meu trabalho como diretor é cansativo. É como todo trabalho que se faz por devoção, alegria. Há fadiga, mas goso. E além do mais estando a volta com ensaios e experiências, eu sinto que me vou formando como diretor de cena. Uma formação difícil e lenta. Estou animado para aproveitar esta experiência e fazer muitas coisas."

"Que características essenciais aprecio no novo teatro? " O problema da novidade do teatro está muito ligado a parte plástica. Metade do espetáculo depende de ritmo, cores e de cenografia. Creio que não existe teatro novo e nem teatro velho, mas teatro bom e ruim. No que se refere a forma do espetáculo, ela depende do diretor de cena, que pode conseguir essa novidade mesmo sem ter habilidade interpretativa. Cada teatro seguirá sendo teatro andando ao ritmo de cada época, reconhecendo as emoções, as dores, as lutas e os dramas dessa época. O teatro tem que recorrer ao drama total da vida atual. Um teatro passado, velho, nutrido só na fantasia não é teatro. É preciso que apaixone, como o clássico, receptor de toda fúria de uma época."

"Abracei o teatro porque sinto uma grande necessidade de me comunicar os outros. Porque sinto uma grande necessidade da expressão dramática."


LORCA: exposição sobre sua dramaturgia  e objetivos profissionais em relação  ao teatro, realizada em fevereiro de 1935, em Madri, para atores após a estréia de YERMA.