domingo, 27 de maio de 2012

A Sala de Ensaios


Flamenco
Há muitas teorias sobre o que é e o que significa oflamenco”. No geral, se define como “uma expressão artística de um povo, os ciganos”.  Por meio desta forma de expressão artística, estes povos exteriorizam pelo canto, música  e dança sua vida, história, costumes, emoções e sentimentos. Então flamenco não é só dança? Não. Representa para estes povos uma maneira de ver, sentir e expressar seu mundo, seus valores, sua cultura e celebrar a vida.
É fácil falar sobre o “Flamenco”. Poderia ficar horas, dias, meses aqui explorando este tema. Díficil é praticar esta arte. Porque é preciso entender esta cultura para se expressar e dançar. É uma modalidade de dança que exige muita prática, disciplina, esforço, energia, entrega e sentimento durante o aprendizado e adestramento corporal para improvisar e criar um baile.






 O Começo
Me apaixonei pela dança flamenca ao assistir o filme “Carmen” dirigido por Carlos Saura. Fiquei encantada e fascinada pela beleza plástica, energia e dificuldades técnicas que esta dança exigia de seus admiradores e profissionais.
Então, escolhi o flamenco para minha educação e desenvolvimento corporal. Porque é uma dança étnica popular que valoriza a espontaneidade, a improvisação e a criatividade do indíviduo.

O “flamenco” surgiu em minha vida, me dando possibilidades expressivas e estéticas de desenvolver com maior força e criativadade, “qualidades dramáticas e corporais” que seriam indispensáveis ao meu trabalho como atriz: autoconsciência, autonomia, espontaneidade, concentração, observação, capacidade de escutar, maior consciência corporal, confiança, percepção espacial, coordenação motora, correção postural e prontidão para o movimento.
A “técnica flamenca” tem sido muito útil no meu preparo corporal para a interpretação. Praticando a dança com regularidade, enriqueci minha expressividade, tornando meu corpo mais sensível, aberto e receptivo a estímulos que o rodeiam dentro e fora do palco.


A Sala de Ensaios
Eu iniciei “a sala de ensaios” sozinha. Alugando uma sala na própria escola onde eu frequentava o curso de flamenco.  Se tornou um projeto pessoal, na medida em que eu estava cada vez mais apaixonada  e determinda a entender e aprender esta dança.  Meus colegas de classe sabendo desta iniciativa se juntaram ao projeto.  Gostei da idéia de trabalhar em conjunto para estudar, praticar e expandir o que aprendiamos durante a semana. Mas confesso que sempre reservava uma ou duas horas para estudar sozinha. Aprendi que um pouco de solidão e isolamento são benéficos para o aprendizado, inspiração e criatividade. O programa de aulas envolvia textos, apostilas e recursos áudiovisuais como cd´s e cursos em VHS sobre flamenco. Era uma exigência a utilização deste material. Porque eles facilitavam e muito a nossa percepção, compreensão e aprendizado dos conceitos que envolviam o domínio corporal neste estilo. Com o tempo, o “grupo de estudos” se transformou em um grupo de dança. E começamos a nos apresentar.  Em escolas, eventos artísticos e formaturas. Foi uma fase muito importante na vida de todos nós. Porque o que nos unia era a paixão pelo flamenco, e o “aprofundamento” teórico e prático que buscavámos e que os cursos formais  não ensinavam.


Formação

Minha formação no flamenco, eu alcancei nos cursos livres em escolas e estúdios de dança que eu frequentei entre 1994 e 2003. A partir de 2004, tenho aperfeiçoado meus conhecimentos neste estilo de dança, também em aulas particulares com profissionais do flamenco. A principal importância destas aulas “personalizadas e individuais” é a prática contínua, das bases técnicas que alcancei anteriormente, por dedicação, esforço e estudo nesta dança.
O autodidatismo” também tem sido fundamental neste meu aprendizado no flamenco. Eu valorizo e muito o trabalho com um professor em sala de aula. Mas não tenho dúvidas de que 70% do meu aprendizado, da minha maturidade e evolução no flamenco eu alcancei como uma aluna autodidata. Estudando e praticando as coreografias e os exercicios dos cursos formais, na solidão de uma sala alugada, com o objetivo de entender, treinar e aperfeiçoar o que aprendia durante as aulas.
Para minha formação e aprendizado no flamenco, foi fundamental ter acesso aos conteúdos da “Enciclopédia áudiovisual paso a paso los palos del flamenco” do maestro e bailaor Adrian Galia. Sua coletânea didática é o melhor e mais completo material para o entedimento e aprendizado sobre o que é o flamenco.  

Jamais teria acesso a estes ensinamentos e lições que são aprofundados de forma prática por este grande artista, se eu frequenta-se somente cursos de flamenco  em salas de aula no Brasil.

 Aprendi com este grande artista e profissional, que é necessário, paciência, dedicação e muito trabalho técnico para se desenvolver na dança.  Praticar e praticar. Repetir e repetir. Sem disciplina e exercício contínuo não se evolui no flamenco.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Pontapés, socos, saltos, correrias e malabarismos

Qual a necessidade do trabalho corporal para atores?

De todas as carreiras, o ator sabe que a sua profissão é a que mais exige  preparação corporal e mental para ocupar a cena. É necessário esforço, dedicação, força de vontade e disciplina para enriquecer não só o intelecto, mas educar o corpo para ampliar e melhorar sua expressividade corporal, vocal  e capacidade de comunicação. Para o ator, comunicação não significa apenas saber usar a voz e saber falar para o público. Tem a ver com energia, gestualidade e expressão física e emocional. 
Para tirar o maior proveito de seu corpo, que é o seu “principal instrumento de trabalho”, o ator tem procurado os mais diferentes meios e técnicas para preparar seu corpo e voz para a arte da representação. Aulas de canto, yoga, pilates, exercícios ginásticos e respiratórios, balé, bandoneon, música, contato-improvisação, dança. São práticas artísticas benéficas que melhoram não só sua capacidade respiratória, sua postura corporal, seu tônus muscular, como sensibilizam e preparam seu corpo para a ação cênica.
A maioria das escolas de teatro tem em seu programa curricular a disciplina  “expressão corporal”. A finalidade desta disciplina, não é só revelar ao aluno, aspirante a ator o que ele não conhece de seu corpo, mas fazê-lo aprender a reeducar seus movimentos, sua postura, sua flexibilidade e sensibilidade para assim alcançar sua própria consciência corporal e equilíbrio para a atuação.
Confesso que ao começar a ter aulas de expressão corporal na escola de teatro, me pareceu estranho e doloroso todo o esforço físico, vocal, muscular e respiratório que a disciplina exigia. Faziamos muitos exercícios físicos desgastantes em sala, como correr alopradamente de um lado para outro, congelar, saltar, pular, dar cambalhotas, parar, gritar, reagir a estímulos exteriores e lidar com objetos materiais que nos eram oferecidos. Com o tempo comecei a perceber a importância destas aulas de corpo e passei a usufruir de seus benefícios.
Eu lembro que, na época, estava tendo dificuldades corporais para trabalhar com o texto “Navalha na carne” de Plínio Marcos. Eu interpretaria a prostituta Neusa Sueli. A dificuldade não envolvia o entendimento da peça, e não tinha também nada a ver com o trabalho de direção. Tinha a ver com minha expressão corporal e vocal. Ainda não tinha encontrado a postura teatral da minha personagem.  Sua gestualidade.  Estava distraída, com uma concentração deficiente e com a visão e audição pouco treinadas no espaço/universo teatral. Ao longo do semestre, graças ao preparo corporal e vocal nesta disciplina, eliminei estes problemas na atuação e encontrei minha personagem. Seu aspecto físico, sua atitude em face da vida, suas motivações, seu aspecto social e psicológico. Enfim os traços essenciais do personagem para a ação. Neste sentido, dentro da escola teatral, a disciplina de consciência corporal foi muito importante para o meu preparo físico e aprendizado no treino interpretativo.
Aprendi com esta disciplina, a respirar melhor, a ter uma postura mais adequada ao meu trabalho como atriz. Aprendi a me concentrar em cena. No que faço e como faço. Graças a esta disciplina passei a me sentir mais atenta ao espaço que meu personagem ocupa no espaço da trama. Consequentemente meu repertório de movimentos se enriqueceu com este preparo físico. Minha capacidade de audição e visualização se fortaleceram sensívelmente. Não consigo subir ao palco e ficar indiferente ao que está acontecendo nele. Ao menor ruído, gestos e estímulos do ambiente meu corpo reage sensívelmente.  Com o “corpo treinado e preparado” estou mais predisposta a estabelecer e manter vínculos com tudo o que descubro nos ensaios e com os meus colegas envolvidos no jogo da representação.
Enfim, descobri que não é suficiente trabalhar com o intelecto e o conhecimento, se você não tem um corpo estimulado e sensibilizado para exteriorizar o emocional do seu personagem.  Em cena o ator precisa ser despudorado e visceral para criar um ser de carne e ossos dotado de atitude, interioridade e personalidade. Portanto, no seu cotidiano o ator precisa manter seu corpo em treinamento constante. Buscar uma técnica corporal, um exercício (de respiração, relaxamento, concentração, memória, um jogo teatral) para manter seu corpo organicamente sensível, estimulado e motivado em energia para a interpretação.
Eu comecei meu preparo corporal na dança.  Na década de noventa, quando comecei a frequentar aulas de flamenco.  Tinha consciência de que “a dança podia ser uma disciplina complementar para a formação e preparação corporal de uma aspirante a atriz para a cena”.  Sempre gostei de me expressar com o corpo e trabalhar com música e mímica. Sabia que a dança também revela uma teatralidade no movimento, no gesto, na expressão corporal do bailarino.
Estudar dança significava para mim a possibilidade de expandir minha expressão corporal para o teatro, enriquecer minha expressão gestual para atuar por meio do trabalho de postura, coordenação, flexibilidade, fluidez. Então, mergulhei de cabeça nas possibilidades que a dança flamenca me oferecia, para me preparar de corpo e alma para o teatro e para a profissão de atriz.

A síntese não resolve o mistério

A partir deste mês, começo a falar e dissertar sobre “atuação”. Estou interessada em falar de temas variados. Relacionados não só a aspectos da atuação e interpretação para o palco ou para a câmera, mas também temas sobre a preparação corporal e intelectual para um papel. Temas que possam contribuir de alguma maneira para a compreensão de “como é importante um ator, uma atriz se preparar, pesquisar e ir atrás de elementos” para a construção humana de um personagem.
Com a publicação destes textos no blog, não tenho nenhuma intenção em ensinar ou impor nenhum sistema, dogma, regras ou técnicas para atuar. Quero apenas compartilhar experiências e conhecimentos teóricos e práticos. Que cada colega busque por estudo, esforço, prática e disciplina seu  próprio processo de atuação e preparação para um papel”. E o vá melhorando, trabalhando e aperfeiçoando de acordo com as suas necessidades e formação. O que é ou pode ser útil a um ator, a uma atriz, pode não funcionar com outros intérpretes. Por este motivo, muitos artistas se recusam a falar sobre interpretação.
No entanto, antes de chegar a estes temas, necessito falar sobre “minha formação em artes cênicas”. Minha formação humana, intelectual e ideológica. De onde ela vem, quem são os artistas que me influenciaram e me inspiram constantemente, quais são os métodos ou escolas de interpretação que aprecio, e como estes sistemas de atuação podem de alguma maneira nos ajudar “a economizar energia e focar no que realmente interessa na hora de se preparar orgânicamente para um papel e atuar”. Se não conhecerem um pouco de minha formação, não entenderão porque defendo isto ou aquilo com tanto entusiamo e paixão. Então, começo pelo início.
 
 

 
 
 

terça-feira, 1 de maio de 2012

CONEXÕES

Como a web é uma das maiores formas de comunicação na atualidade, é gratificante saber que posso me conectar a diferentes lugares do mundo.  Que posso me expressar e compartilhar informações, conhecimentos, conteúdos e experiências pessoais e profissionais com pessoas de diferentes formações, etnias, idades e nacionalidades. 
Como a rede é também uma fonte de consulta para a contratação de profissionais, criação de oportunidades, negócios, me agrada a possibilidade de disponibilizar material via on line para produtores de elenco e casting. Além de continuar me cadastrando em portais e sites para artistas, a partir deste ano decidi ter um site profissional, buscar serviços de assessoria de imprensa e ter um coach. Com certeza resoluções que irão dar maior credibilidade para o meu trabalho e me possibilitar conquistas em outras áreas de atuação para as quais estou me preparando.  Se “autogerenciamento” significa a capacidade do indivíduo em se motivar, disciplinar, preparar, cobrar e avaliar penso que estou no rumo certo.

E claro, não pretendo deixar de estudar ou mostrar desinteresse em aprender. Vou procurar me atualizar constantemente. Ler muito, frequentar muitos cursos livres e de especialização. Conversar com profissionais mais experientes que possam me orientar na minha área de atuação. Também fortalecer a minha rede de relacionamentos, sempre buscando conhecimentos, habilidades e valores que me tornem uma profissional respeitada. Por maiores que sejam as dificuldades e obstáculos na carreira artística, de um fato eu tenho certeza. Eu não vou desistir de alcançar meus objetivos profissionais.  Não vou sacrificar meus valores pessoais e éticos por oportunidades que dão visibilidade para um artista, mas que não acrescentam nada significativo para o seu aprendizado e crescimento.  As dificuldades não me assustam e não me intimidam. Quero atuar. Enquanto uma boa oportunidade de trabalho não vem, estudo interpretação e frequento cursos de atuação para cinema e televisão. Trabalho e desenvolvo meus projetos cênicos, danço e leciono.  Sigo lutando para conseguir reconhecimento artístico na profissão.

Quero assumir mais riscos do que os riscos que assumi no ano passado. Mas lembrando sempre que o trabalho artístico deve ser construído de acordo com as necessidades de cada artista, e não em função do público ou por suas necessidades pessoais. Nada de ficar na defensiva. Conhecer gente nova, manter amizades sinceras. Afinal, criar confiança e vínculo faz parte das relações humanas.

Leituras estimulantes: sobre motivação, determinação, liderança, perseverança, confiança, disciplina, integridade, humanidade e como mantê-las em situações adversas e sob pressão.


“Nova York – a vida na grande cidade”. Will Eisner. São Paulo. Editora Cidade. 2009.
“Pulmão de Aço”. Eliana Zagui. São Paulo. Editora Belaletra. 2012.
“Cartas do Inferno”. Ramon Sampedro. Tradução: Lea. P. Zylberlicht. São Paulo. Ed. Planta do Brasil. 1ª.Edição. 2005.
“Antes que anoiteça”. Reinaldo Arenas. São Paulo. Editora Best Bolso. 1ª. Edição. 2009.

“O segredo de Luisa”. Fernando Dolabela. Rio de Janeiro. Editora Sextante. 2008.
“O Princípe Revisitado: Maquiavel e o mundo empresarial”. Aderbal Muller e Luis Antonik. São Paulo. Actual editora. 2011.
“Women don´t ask:negotiation and the gender divide”. Linda Babcock e Sara Laschever. Princenton University. 1ª. Edição. 2003.


Filmes motivacionais: ellie parkpapillon, de tanto bater o meu coração parou, o terminal, a paixão de cristo, prenda-me se for capaz, a igualdade é branca, cinemaníaco, o sol por testemunha, o preço da ambição, caminhos da traição, adeus lennin!, extermínio, café da manha em plutão,  billy elliot, diários da motocicleta, o sucesso a qualquer preço, lenny, serpico, a grande virada, rosetta, meu nome é joe, uma vida melhor, mister Jones, a força do destino, o que você faria, segunda feira ao sol, simplesmente feliz, náufrago, forrest gump,  justiça para todos, norma rae, em algum lugar do passado, procurando nemo, acaso, o mercador de veneza, o som do coração, tudo acontece em elizabethtown, tucker um homem e seu sonho, 12 homens e uma sentença, rain man, quem quer ser um milionáro, ben hur,  el cid,  ladrões de bicicleta, cinema paradiso, o conde de monte cristo, à procura da felicidade, um sonho possível, homens de honra, perfume de mulher, um domingo qualquer, um sonho de liberdade e 300.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

LEITURA PROVEITOSA



Uma vez ou outra, alguns estudantes ou integrantes de grupos de teatro pedem em sites e portais para atores, indicações ou sugestões de leitura sobre artes cênicas.  Principalmente conteúdo relacionado a teatro e métodos de atuação. Segue abaixo uma relação de livros. Uma contribuição e sugestão neste espaço. Obras essenciais que tratam de temas como história do teatro, os sistemas ou técnicas de representação para atores. História e formação do intérprete. O significado social do trabalho do ator no mundo contemporâneo. E escolas de interpretação que tem influenciado e inspirado o meu trabalho como atriz, e acredito que também o trabalho cênico de atores em grupos de teatro e nos palcos profissionais.


TEATRO
Técnica da Representação Teatral. Stella Adler. Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira. 2002.
Stella Adler. Sobre Ibsen, strindberg, chekhov. Stella Adler. São Paulo. Ed. Bertrand Brasil. 2002.
Em busca de um teatro pobre. Jerzy Grotowski. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira. 1992.
Para o Ator. Michael Chekhov.  São Paulo. Martins Fontes. 1986.
Ator e Método. Eugênio Kusnet.  Introdução de Fernando Peixoto. Rio de Janeiro. MEC/SNT. 1975.
Teatro. Uma Síntese em atos e cenas. Coleção Universidade Livre. Olga Reverbel. Porto Alegre. L& PM Editora.1987.
Teatro Grego: tragédia e comédia. Junito de Souza Brandão. 8ª. Edição. Petrópolis. Rio de Janeiro. Editora Vozes. 1985.
A Tragédia. Estrutura & História. Série Fundamentos. Lygia Militz da Costa e Maria Luiza Ritzel Remédios. São Paulo. Editora Ática. 1988.
Manual do Ator. Constantin STANISLAVSKI. São Paulo. Martins Fontes. 1989.

El Método Del Actor’s Studio. Robert Hethmon. Caracas. Fundamentos. 1972.
O ator compositor. Matteo Bonfitto.  São Paulo. Perspectiva. 2002.
Teatro espanhol do século de ouro. Org. Jacó Guinsburg. Trad. Newton Cunha. Ed. Perspectiva. São Paulo. 2012.
Sobre o trabalho do ator. Fernandes Meiches. Sao Paulo. Ed. Perspectiva. 1988.
História e formação do ator. Ênio Carvalho. São Paulo. Ed. Ática. 1989.
História Concisa do Teatro Brasileiro: 1570 - 1908. Décio de Almeida Prado. São Paulo. EDUSP. 2003.
O Ator no Século XX. Odete Aslam. São Paulo. Ed. Perspectiva. 2002.
Diccionario Del Teatro: Dramaturgia, Estética, Semiologia. Patrice Pavis. Espanha. Ediciones Paidós. 1990.
Jogos teatrais. Ingrid Dormien Koudela. São Paulo. Ed. Perspectiva. 2002.
Dramaturgia - Construção do personagem. Renata Pallottini. São Paulo. Ática, 1989.
Introdução à dramaturgia. Renata Pallottini. Série Princípios. São Paulo. Ática, 1988.
ARTAUD. Martin Esslin. Trad. James Amado. São Paulo. Ed. CULTRIX. 1976.
Mestres do teatro I. Jonh GASSNER. São Paulo. Ed. Perspectiva.  1991
Mestres do teatro II. Jonh GASSNER. São Paulo. Ed. Perspectiva. 1992.
História mundial do teatro.  Margot Berthold. São Paulo. Ed.Perspectiva. 2001.
Stanislávski, Meirhold e Cia. J. Guinsburg.  São Paulo. Ed.  Perspectiva. 2001.
A linguagem da encenação teatral. Jean Jacques Roubine. Rio de Janeiro. Zahar. 1998.
O Teatro e seu espaço. Peter Brook.  Petrópolis. Ed. Vozes, 1970.
Semiologia do Teatro. Jacó Guinsburg & Teixeira Coelho. São Paulo. Perspectiva, 1988.
Eu vivi o TBC. Nydia Licia. Coleção Aplauso Teatro Brasil. São Paulo. Imprensa Oficial. 2007.
AULEUM – A Quarta Parede. José de Anchieta. São Paulo. Ed. A. Brooks. 2002.
HIEROFANIA – o teatro segundo Antunes Filho. Sebastião Milaré. São Paulo.  SESC. 2010.
A personagem dramática. Rubem Rocha Filho.  Rio de Janeiro. INACEN, 1986.
Dicionário de teatro. Luiz Paulo Vaconcellos. Porto Alegre.  L & PM Editores. 1987.
Antunes Filho e a dimensão utópica. Sebastião Milaré. Coleção Estudos. São Paulo. Ed. Perspectiva. 1994.
Introdução à análise do teatro. Jean-Pierre Ryngaert. Tradução de Paulo Neves. São Paulo. Martins Fontes. 1996.
O teatro e sua realidade. Bernard Dort. Trad. Fernando Peixoto. São Paulo. Ed. Perspectiva. 1977.
O psicodrama. J. L. Moreno. Trad. Álvaro Cabral. São Paulo. Ed. Cultrix. 1990.
Por que arte educação? João Francisco Junior. São Paulo. Papirus. 1991.
Personagem de ficção. Antonio Cândido. São Paulo. Perspectiva. 1972.
Duas farsas, O embrião do teatro de Moliére.  Célia Berretini. São Paulo. Ed. Perspectiva. 1979.

Método ou Loucura. Robert Lewis. Trad. de Bárbara Heliodora. Rio de Janeiro. Ed. Letras e Artes. 1962.
A preparação do ator. Konstantin Stanislavski.   Prefácio de Martim Gonçalves. Trad. de Pontes de Paula Lima. Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira. 1968.
A construção da personagem. Konstantin Stanislavski. Prefácio de Joshua Logan. Trad. de Pontes de Paula Lima. Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira 1970.
A criação de um papel. Konstantin Stanislavski.  Prefácio de Robert Lewis. Trad. de Pontes de Paula Lima. Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira. 1972.
 Confissões de um ator. Laurence Olivier. Trad. Áurea  Brito Weissemberg. Rio de Janeiro. Ed. Francisco Alves. 1985.

O figurino teatral e as renovações do século xx. Fausto Feana. São Paulo. Estação das Letras e Cores. 2010.
Tudo sobre Shakespeare. Laurie Rozakis. São Paulo. Ed Manole. 2001. 
 Guia Brasileiro de Produção Cultural 2010 - 2011. Cristiane Oliviere e Edson Natale. São Paulo. SESC. 2010

REVISTAS
ESPECIAL BRAVO.  Para Entender o teatro Brasileiro. São Paulo. Editora Abril. 2010.
Coleção Biblioteca entre livros. Textos fundamentais para ler e guardar. Duetto Editorial, São Paulo. Teatro Essencial - Ed. Especial n. 09. Willian Shakespeare - Ed. Entre Clássicos n.02

BERTHOLT BRECHT
Dramaturgia - Construção do personagem. Cap. “O personagem segundo Brecht”. Renata Pallottini. São Paulo. Ática, 1989.
Brecht: um jogo de Aprendizagem. Ingrid D. Koudela. São Paulo. Ed. Perspectiva. 1991
O Teatro Épico. Anatol Rosenfeld. São Paulo. Ed. Perspectiva. 2002.
Brecht no Brasil, experiência e influência. Wolfgang Bader (org.). São Paulo. Ed. Paz e Terra. 1987.
O texto no teatro.  Sábato Magaldi. São Paulo. Ed. Perspectiva/EDUSP. 1989.
Escritos sobre teatro. Bertholt Brecht. Buenos Aires.  Visión. 1967.
Brecht: dos males o menor. Martin Esslin. Trad. Bárbara Eliodora. Rio de Janeiro. Ed. Zahar. 1979.
Brecht: uma introdução ao teatro dialético. Fernando Peixoto. Rio de Janeiro. Ed. Paz e Terra. 1981.
Teatro Dialético. Bertholt Brecht. Seleção e  introdução de Luiz Carlos Maciel. Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira. 1967.

CINEMA
Direção de Atores. Carlos Gerbase. Porto Alegre. Artes e Ofício. 2003.
Manual de Roteiro. Syd Field. Rio de Janeiro. Ed. Objetiva. 1995.
Fazendo Filmes. Sidney Lumet. Rio de Janeiro. Ed. Rocco. 1998.
O Cinema e a Produção. Chris Rodrigues. Rio de Janeiro.  Lamparina. 2007.
Manual de Roteiro – ou Manuel, o primo pobre dos manuais de cinema e TV. São Paulo. Conrad editora do Brasil. 2004.
GRIFFITH. O nascimento de um cinema. Ismail Xavier. Coleção Encanto Radical. São Paulo. Editora Brasiliense. 1984.
Robert Bresson. Notas sobre o cinematógrafo. São Paulo. Ed. Iluminuras. 2005.
Jonh Cassavetes.Thierry Jousse. Trad. Newton Goldman e Tati Moraes. Rio de Janeiro. Editora Nova Fronteira. 1992.
Esculpir o tempo. Andrei Tarkovski. São Paulo. Ed. Martins Fontes. 1998.
Vivendo de Cinema. Tony de Souza. São Paulo. Ed. LCTE. 2009.
Figuras Traçadas na Luz. A encenação no cinema. David Bordwell.
São Paulo. Ed. Papirus. 2008.
Criação de Curta Metragem em Video Digital. Alex Moletta. São Paulo. Ed. Summus. 2009.
Razão e Sensibilidade. Roteiro e Diário. Emma Thompson. Das Páginas do Romance de Jane Austen para as telas do cinema. Trad. Aulyde S. Rodrigues e Alyda Christina Sauer. Rio de Janeiro. Editora Rocco. 1996.


Roteiros da Coleção Aplauso. Série Cinema Brasil.
Viva Voz. Márcio Alemão.
Jogo Subterrâneo. Jorge Duran e Roberto Gervitz.
Batismo de Sangue. Dani Patarra e Helvécio Ratton.
Cabra Cega. Di Moretti.
O Céu de Suely. Karim Ainouz, Felipe Bragança, Maurício Zacharias.
A Dona da História. João Falcão, João Carneiro, Daniel Filho.
Estômago. Lusa Silvestre, Marcos Jorge, Claúdia da Natividade.
Feliz Natal. Selton Mello, Marcelo Vindicatto.
Não por Acaso. Philipe Barcinsk e  Fabiana Werneck Barcinski.
O Signo da Cidade. Bruna Lombardi.
Zuzu Angel. Marcos Bernstein e Sérgio Rezende.
Bens Confiscados.  Daniel Chaia e Carlos Reichenbach.
A Cartomante. Wagner de Assis.


DANÇA
PINA BAUSH e o WUPPERTAL DANÇA TEATRO - Repetição e Transformação.
Ciane Fernadez. São Paulo. Hucitec. 2000.
DOMÍNIO DO MOVIMENTO. Rudolf. Laban. SP. Summus. 1971.
A DANÇA. Klauss Vianna. São Paulo. Editora Siciliano. 1990.
Dança Flamenca Expressividade e cotidiano. Tânia Ferreira. São Paulo.  Editora  Mackenzie. 2007.
Rodrigo Pederneiras e o Grupo Corpo - Dança Universal. Sérgio Rodrigo Reis. Coleção Aplauso Série Dança. São Paulo. Imprensa Oficial. 2010.

Outros Temas:
Dicionário de Comunicação. 2ª. Nova Edição Revista e Atualizada. Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Guimarâes Barbosa. Rio de Janeiro. Ed. Elsevier. 2001.
Elementos de Análise do Discurso. José Luiz Fiorin. 7ª. Edição. São Paulo. Ed. Contexto. 1999.
Educação e Luta de Classes. Coleção Educação Contemporânea. Aníbal  Ponce. 7ª. Edição. São Paulo. Editora Cortez. 1988.

sábado, 31 de março de 2012

Militância de Consciência e Ação


A revista Time elegeu em 2011 o “manifestante” como a personalidade do ano. E eu vibrei com esta escolha.
Ás manifestações no ano passado, que ocorreram em várias partes do mundo como os protestos da praça tahrir, os protestos na grécia, dos indignados do ocupe wall street, dos indignados na espanha, a marcha contra a corrupção que aconteceu em brasilia, as lutas  dos homossexuais contra a homofobia e seus direitos no brasil, as mobilizações estudantis no chile, os protestos na usp,  as lutas e  passeatas pelos direitos dos animais, tiveram como bandeira e discurso a exigência de justiça social e econômica. Foram movimentos populares engajados não só por questões do meio ambiente, da paz, dos direitos civis e humanos. Mas clamavam  por ética, moralidade, liberdade de expressão, liberdade de organização e inclusão social a bens de consumo como moradia, saúde, educação e trabalho. As dificuldades financeiras e o desemprego mundial não foram os únicos fatores que motivaram estas manifestações.  

Os protestos, agitações, mobilizações, greves, passeatas e ocupações que ocorreram em todo o mundo se mobilizaram também contra o ódio, a fome, a violência, o medo, o egoísmo, a desonestidade, o tráfico de influências, a corrupção e a inércia politica. E foram à favor da boa vontade, do bom senso, da fraternidade, pela ética, moral e pelo bem estar coletivo.
Eu penso ques estas bem sucedidas formas de mobilização e manifestação das pessoas contra a repressão, a censura, a imposição, o controle e os privilégios desmonstram que é preciso ter sim uma postura engajada diante de tantas injustiças e desvarios sociais. Não podemos como cidadãos que vivem em uma "democracia" seguir adiante como espectadores da realidade. Temos sim de agir como agentes transformadores da mesma realidade. Uma realidade que favoreça a toda a coletividade. Medo, temor, silêncio e renúncia não fazem mais parte das reações ou atitudes do cidadão mundial. A luta dos manifestantes mostra que cidadãos livres não querem ser mais governados por uma minoria opressora. A sociedade não tolera e não admite mais os excessos do poder, a impunidade, a corrupção e os privilégios de classes. O engajamento é por cidadania. A luta é por sistemas socioeconômicos e politicos mais justos e igualitários.

Desejo a partir deste ano, que o anseio de fraternidade norteie a conduta de todos os seres humanos no planeta, na busca e materialização de um mundo mais justo e igualitário. Que prevaleça uma cultura de consciência pacífica com respeito às diferenças e diversidades de todo os povos. Se houver diálogo, respeito e tolerância às diferenças, então poderemos transformar o mundo.
Eu sinto uma mudança profunda de mentalidade das pessoas. Uma nova visão da vida mais centrada nas aspirações, desejos e realizações humanas. As manifestações mostram que só se consegue alcançar algo quando se aje e se luta em conjunto. Quando os interesses em questão beneficiam a todos, a toda a comunidade. O bem estar social de um depende do bem estar social de outro. Quem produz riqueza pelo trabalho também tem que se beneficiar dela.

Temos hoje a consciência de que ninguém é uma ilha e que só coletivamente poderemos tomar iniciativas e mudar o rumo dos acontecimentos. Não há mais no mundo pessoas passivas, alienadas, massificadas, desligadas da realidade.  As pessoas almejam a oportunidade e a chance de trabalhando e sendo produtivas, serem valorizadas e assim terem voz para se envolver nas decisões que podem mudar o rumo histórico de seu país.

Leitura:

“Perfis Cruzados.Trajetórias e Militâncias  Políticas no Brasil”. Beatriz Kushnir. São Paulo. Ed Imago. 2002.

“OCCUPY: movimentos de protestos que tomaram as ruas”. Slavoj Zizec, Tariq Ali, Vladimir Safatle e outros. Tradução de João Alexandre Peshanski, Lucas Morais e outros. São Paulo. Editora Boitempo e Carta Maior. 2012.