“As vezes
quando vejo o que se passa no mundo, me pergunto:
- Para que
escrevo?
Mas há que
trabalhar, trabalhar. Trabalhar e ajudar ao que merece. Trabalhar ainda que, às
vezes, pense que realiza um esforço inútil.Trabalhar como uma forma de
protesto. Porque meu impulso seria gritar todos os dias ao despertar em um
mundo cheio de injustiças e misérias de toda ordem:
- Protesto!
Protesto !
Neste mundo
eu sou e sempre serei partidário dos pobres. Eu sempre serei partidário dos que
não tem nada e até a tranquilidade do nada se lhes nega.
Nós - me
refiro aos homens de significação intelectual e educados no ambiente médio das
classes que podemos chamar de acomodadas – estamos chamados ao sacrifício,
aceitemo-lo”.
Federico Garcia Lorca